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Diane Kayakez Mukaz é uma cidadã angolana formada no Brasil em Terapia Ocupacional, uma especialidade ligada à saúde, que planeia e organiza o dia-a-dia, possibilitando uma melhor qualidade de vida e um trabalho excelente.Diane Mukaz, em declarações, ontem, ao Jornal de Angola, disse que a sua formação na área de terapia ocupacional foi acidental. “Fiz o ensino médio em enfermagem e pretendia seguir, já no ensino superior, o curso de Ciências Neurológicas”, contou Diane Mukaz.
No Brasil, Diane Mukaz entrou para a Universidade do Paraná, onde as vagas para o curso de Ciências Neurológicas já estavam preenchidas. Havia, apenas, vagas para cursos como Terapia Ocupacional, Desempenho Ocupacional Cognitivo e Desempenho Ocupacional, acrescentou a terapeuta ocupacional.
A terapia ocupacional, explicou, está relacionada com o desenvolvimento, educação, emoções, desejos, habilidades, organização de tempo, conhecimento do corpo em actividade, utilização de recursos tecnológicos e equipamentos urbanos e facilitação e economia de energia nas actividades quotidianas e laborais. Diane Mukaz, durante a sua formação de quatro anos e meio, trabalhou como estagiária num serviço ambulatório onde fazia atendimento a pacientes com deficiências físicas. “O terapeuta ocupa-se da realização de actividades, desde as mais simples, como escovar os dentes ou levar alimentos à boca, às mais complexas”, sublinhou Diane Kayakez Mukaz.
A terapeuta ocupacional regressou a Angola há quatro meses e pretende exercer a função de terapeuta num dos hospitais de Luanda, “porque a terapia ocupacional é uma área nova em Angola e há poucos técnicos formados nesta área”.
A Terapia Ocupacional, como ciência interdisciplinar e método de tratamento sistematizado, surgiu na segunda metade do século XVIII. A Terapia Ocupacional, enquanto campo de conhecimento e intervenção, pode ser aplicada em várias áreas, como as de intervenção terapêutica ocupacional, no ambiente hospitalar, intervenção ou extensão das medidas de reabilitação nas comunidades, em serviços ambulatórios especializados e no trabalho de equipas interdisciplinares. Também participa nos processos de reabilitação e inserção social de pacientes do foro psiquiátrico.
Fonte: Jornal de Angola
http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/angola_tem_falta_de_tecnicos_na_area_da_terapia_ocupacional |